sábado, 5 de julho de 2008

Para reflexão no ambiente escolar-lei 10639/03 Buscando a Superação das desigualdades com Novas práticas pedagógicas para sala de aula Desafio à Educação no Brasil. Mudanças na escola, já! Profª Ivete Oliveira da Silva Caminhar para o reconhecimento das diferenças culturais na reconstrução da escola e das identidades que fazem parte dela, requer suprimir falas preconceituosas, estereótipos, deixar de aceitar como normalidade os apelidos, rejeições e brincadeiras maldosas na sala de aula. Se faz necessário e urgente, desfazer o ambiente de confronto de valores culturais, étnicos e sociais trabalhando numa perspectiva - histórico e crítica, respeitando particularidades culturais e sociais que fazem parte do ambiente escolar. A construção da identidade da criança negra e o processo educativo No Brasil, o racismo e suas derivações, como o preconceito e a discriminação racial, são historicamente produzidos e reproduzidos no âmbito simbólico-cultural e através das práticas sociais mais simples como as instituídas pela família e pela escola. E essas práticas sociais são fundamentadas numa ideologia de superioridade e dominação, que acontecem num processo de desfiguração da identidade social e cultural da população negra. No processo educativo, a escola é o espaço privilegiado para o desenvolvimento afetivo e cognitivo de seu educando. O contato social que a criança estabelece na escola, amplia e intensifica sua interação com outras crianças, com jovens e adultos e “com outros objetos de conhecimento.” Essas experiências podem ser positivas ou negativas para o pleno desenvolvimento da criança, o que vai depender é a maneira como a escola trabalha os tópicos das relações sejam eles afetivo, social, racial, intelectual. Na organização escolar e nas relações sociais que se estabelecem no seu interior, de forma explícita e/ou implícita permeiam valores e crenças construídas no imaginário da sociedade, imaginário no qual o ideal de branqueamento e as experiências culturais de “branquitude” são símbolos de valor e de identidade social. A criança negra e também a criança branca constrói seu auto-conceito através de sua inserção no mundo, a partir dos julgamentos e comparações aos quais são submetidas. A criança negra toma contato com todo processo histórico de fabricação de uma subjetividade baseada no negro caricatural, com base nos estereótipos negativos construídos socialmente a longas décadas. A escola é importantíssima na afirmação do racismo, é na escola que a criança tem um verdadeiro choque com a percepção do significado do ser negro. A diferença que antes era sentida como algo nebuloso, agora, torna-se clara, mas com toda a carga negativa do significado da diferença racial, do significado do “ser negro” nessa sociedade. Os padrões estéticos estabelecidos e convencionados culturalmente são elementos definidores no processo de identificação, avaliação, aceitação. As relações de interação conflituosas, caracterizadas pelo preconceito, são vivenciadas pelas crianças negras na escola, que trazem sérios danos á sua estrutura psíquica, induzindo-as a experimentar sentimentos de baixa auto-estima, insegurança e desvalorização e, “consequentemente uma auto-rejeição.”
Referências bibliográficas:
Berger. P. L. Luckman. T. A construção da realidade, tratado de sociologia. Cavaleiro. Eliane dos Santos. Do silêncio do lar ao silêncio escolar- racismo.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Autores diversos sobre negritude
1. Frank fanon “ os condenados da terra” e pele negra , máscaras brancas 2. Alain Touraine – francês (1997) Podemos viver juntos? Iguais e diferentes 3. Roque de Barros Laraia –“A situação das minorias étnicas no Brasil” Relações entre negros e brancos no Brasil- resenha bibliográfica.(1979),Embranquecimento – a utopia racista 4. Charles Taylor: Multiculturalismo 5. Milton santos-“ por uma outra globalização” 6. Peter McLaren “Multiculturalismo crítico “ 1999 7. Carlos Alberto Torres -Democracia, educação e Multiculturalismo” 2001 8. Renato da Silva Queiroz- Não vi e não gostei.... 9. Ana Lúcia Valente - DR. em antropologia, na bélgica 10. Kabenguele Munanga (1996) Estratégias e políticas de combate á discriminação racial. 11. Lilia K. Moritz Schwartz “ questão racial e etnicidade 12. Maria de Lourdes Bandeira- DR. em ciências sociais. 13. Hernandes, Leila Leite – a áfrica na sala de aula-visita a história contemporânea (2005) 14. Alencastre, Amilcar “ Brasil, África e o Futuro.”( 1969) 15.Souza, Marina de Mello “ reis negros no Brasil escravagista ( UFMG 2002) 16.Maestri, Mário ( anterior a Fernando Henrique) “ História da áfrica negra pré-colonial 17. Vizentini,Paulo Gilberto fagundes “Breve história das Africa “ 2007 18. Nina rodrigues (1895) Bahia, negro e médico 19. Elisa Nascimento “ O sortilégio da cor”Pan Africanismo 20. Alexander crummell (1819-1898) O futuro de África 21. Edward Wilmot Blyden(1832-1912) Cristianismo, Islã e raça negra.(1887) 22.William Edward Du Bois (1868-1963) Na casa de meu pai ( 1912) 23.África, horizontes e desafios no século XXI de Charles Pennaforte 24. Africa: terra, sociedade e conflitos de Olic-Nelson Bacic e Canepa 25. Abdias do Nascimento/Ele Semog . O griot e as muralhas 26. Memória dÁfrica: A temática africana na sala de aula de Carlos Serrano e Maurício Waldman - editora cortez. 27. Fernandes, Florestan. A integração do negro na sociedade de classes, SP.Dominus,1965. 28. Guimarães, Antônio Sergio Alfredo: Classes, raças e democracia .SP.2002 29. Dante, Moreira Leite. O caráter nacional brasileiro 30. Nina, Rodrigues. Africanos no Brasil.SP.nacional.1978. 31. O que é negritude. Zilá Rerno32. Eneida de Almeida dos Reis. O mulato
Sou professora, negra, estudiosa sobre a questão racial no ambiente escolar e lutando para que a lei 10639/03 seja efetivamente cumprida. Sou de Pelotas/ RS,cidade dos doces e também considerada " O inferno da escravidão" nas charqueadas, no período escravocrata .Tenho um trabalho que vem sendo desenvolvido á 6 anos na escola Normal, IEEAB/PELOTAS, formando professores e atendendo várias escolas da rede pública e privada da região. Desde 2005, temos um dos primeiros cursos de formação de professores para prepará-los efetivamente para a aplicação da lei. Sei do valor do meu trabalho, hoje reconhecido a nível nacional pois conquistei o 2º lugar , categoria ensino médio, no 3º Prêmio "Educar para a Igualdade racial do CEERT"em São Paulo. A repercussão foi muito boa mas continuo tentando passar para o maior número de professores a proposta de trabalho que hoje é uma realidade com resultados satisfatórios dentro do ambiente escolar e sem ajuda pois não entendo porque as escolas não recebem ajuda financeira para projetos mas se cobra muito dos professores. Gostaria muito de ser ouvida e aproveitada para trabalhar com as escolas mas efetivamente a lei parece, continuará no papel. E quem trabalha e investe em educação , inclusão, identidade, história, respeito.... Alguém tem que me OUVIR, CONVERSAR para ver se tem fundamentação ou não, o que está sendo dito, o que efetivamente tenho como provar , que esta escola inclusiva é possível , sim e está aqui no RS/Pelotas. Respeito e valorizo o movimento negro e faço também parte dele mas o que efetivamente queremos com a lei , a grande maioria não entende e quais mudanças queremos para escola? Quem vai fazer isto? Com que preparo? Quem é discriminado que vai trabalhar ou quem discrimina é que tem que mudar? São vários os questionamentos, por isto, por favor, estou cansando e preciso de ajuda. aqui está alguns espaços como complemento do que afirmo.Tenho um BLOG http://juveth.blog.terra.com.br/ que trabalha com as práticas de sala de aula. Escola: Instituto Estadual de Educação Assis Brasil -(53)32279099 Ivete Oliveira da Silva /juveth@terra.com.br -(53) 99810419 http://lattes.cnpq.br/0807524778295512